Mais que um Chili Pepper

John Frusciante, definitivamente, é o mais atuante dos quatro integrantes do Red Hot Chili Peppers. Além do ritmo acelerado que a banda exige, Frusciante ainda arranja tempo para composições de sua carreira solo e tudo que vem com ela, como gravação, produção, divulgação, etc..

Seu primeiro disco solo, Niandra Lades and Usually Just a T-Shirt, foi gravado em 1995, época em que John não estava no Red Hot e gravava suas canções apenas para vendê-las e comprar drogas, como ele mesmo admitiu anos depois. Vieram vários outros trabalhos, e Shadows Collide With People (2003) é o que tem mais faixas, sendo que algumas delas são apenas experiências com efeitos de pedais e sintetizadores que John gravou. Seu ano mais produtivo foi o de 2004. Lançou nada menos que cinco CDs, todos com suas especificidades. Em Curtains Frusciante apresenta uma sonoridade mais leve com grande presença de piano, violão e uma pitada de melancolia. Destaque, também, é The Will To Death, o primeiro com que tive contato.

Atualmente Frusciante segue com seu projeto paralelo chamado Ataxia, iniciado também em 2004, com Joe Lally do Fugazi e Josh Klinghoffer. A banda está prestes a lançar seu segundo disco, Ataxia II.

No mais, é isso aí.

Abrazz! Edgard Guedes

É romântico…

Um excelente músico que estou escutando ultimamente é o John Mayer. Suas composições são baladas que misturam romantismo, muito ‘blues’ e ‘rock’.

John Mayer Trio

Na verdade, você pode estar rindo do fato das músicas serem românticas e melosas. Porém, John Mayer faz isso com diferença. É música romântica entranto, é de muita qualidade.

Dois ótimos discos desse artista são ‘ Room for Squares’ e o recém lançado ‘Continuum’, no qual o artista faz um ‘cover’ da música do Jimi Hendrix, ‘Bold as Love’. Além dos dois álbuns Mayer gravou um disco, um pouco diferente do seu estilo musical, chamado Try! John Mayer Trio Live in Concert‘. Nesse disco o artista se juntou com mais dois excelentes músicos e gravou uma turnê ao vivo. No ‘Try!’ o ‘blues’ está presente com mais afinco que antes, e Mayer se mostra um excelente guitarrista, influênciado por ‘Eric Clapton’ e ‘B.B. King’.

Room For SquaresContinuumTry!

Destaque de Músicas por disco

Room for Squares‘No such thing’, ‘Your body is a wonderland’, ‘3×5′

Continuum‘Waiting on the world to change’, ‘Belief’, ‘Slow dancing in a burning room’, ‘Bold as Love’

Try!…‘Wait until tomorrow’, ‘I got a woman’, ‘Something’s missing’

No mais é isso, deixo a dica, para quem gosta de música romântica, baladas, ‘blues’. Escutem os discos do John Mayer.

Abraços para todos.

Hardcore do Terceiro Mundo

Por falar em Bem Vindo ao Clube…

Zero e Um é o 4º disco de estúdio da banda capixaba de hardcore Dead Fish. Com uma formação apresentando dois novos guitarristas (Hóspede, vindo do Aditive e Phillipe, vindo do Reffer), Dead Fish lançou um disco com guitarras mais bem trabalhadas, usando na medida certa acordes oitavados, riffs duetados e muita distorção, fato que deu à banda um som consideravelmente diferente do que era feito anteriormente. Características ainda presentes são a bateria ágil de Nô, a pegada do baixo de Alyand e as letras engajadas de Rodrigo, que desta vez atacou o imperialismo moderno, além do ritmo de vida do século XXI, em busca de dinheiro e tecnologia.

Lançado pela Deckdisc, os músicos tiveram uma estrutura melhor de gravação e divulgação do trabalho, com a mixagem sendo feita nos EUA por Ryan Greene, responsável por albuns de bandas como NOFX , Bad Religion, Strung Out e várias outras de renome mundial . Isto deu à banda uma exposição maior na mídia e shows em festivais brasileiros de grande porte, até então não muito frequentes na carreira de mais de 15 anos.

Hoje Dead Fish prepara seu 6º CD de estúdio, sem a presença de Hóspede que retornou ao Aditive. Vamos esperar para ver qual vai ser a cara do novo som do Hardcore do Terceiro Mundo, como eles mesmos dizem.

Este está no meu top 10 brasileiro! Abs!

Edgard Guedes

A Ópera-Rock “The Wall”

Pra inaugurar minha participação no MumuBoêmio como integrante permanente (Valeu Cido !), aí vai pra vocês um pouco da história do clássico “The Wall” do Pink Floyd, de 1979.

Assim como “Dark Side of the Moon” e “Animals”, The Wall também aborda temas com as críticas à sociedade e os mais variados sentimentos comuns aos homens. Porém, The Wall tem um diferencial: se apresenta como uma ópera-rock. A ópera narra a história do anti-herói chamado Pink que sofre pressão de todos, desde os professores da escola (todas partes de ‘another brick on the wall’) até sua própria mãe (ouça ‘mother’). Assim ele constrói um muro entre sua consciência e a realidade, vivendo em um mundo paralelo experiências pessoais provocadas pelas drogas e, após uma ‘bad trip’, ele decide sair do seu mundo e derrubar o muro.

Boneco gigante que representava os professores de Pink

O conceito deste álbum, criado por Roger Waters vai além da música em si. Nos shows de The Wall, um gigantesco muro separava a banda e a multidão, com a presença de vídeos projetados na parede e até marionetes gigantes. Com um custo altíssimo o show completo só foi apresentado algumas poucas vezes.

 

Parede que separava a platéia dos músicos

Vale a pena ouvir The Wall prestando atenção não somente à música em si. Que por sinal é fo**, mas também à mensagem passada por Roger Waters e companhia.

Viva Pink Floyd !

Abraços, Edgard Guedes.

Um novo Silverchair

Desde o lançamento do disco Diorama, o Silverchair vem demonstrando que está tentando se afastar do grunge e daquele “rock de garagem” que levavam. Não estou dizendo que eu desgostasse do som, pelo contrário, o disco Frogstomp é excelente, mostra um grunge bem adolescente, e ao mesmo tempo, todas as músicas são muito bem compostas.

Diorama - SilverchairYoung Modern - Silverchair

Com o novo álbum, o Young Modern, a banda abandonou de vez as influências de Nirvana e Pearl Jam. Os australianos do Silverchair agora fazem um som, ao meu entender, indefinível. É uma mistura de psicodelia, rock n’ roll, influências de Beatles e de Flaming Lips.

Particularmente, adoro os dois últimos cd’s da banda (Diorama, Young Modern). Mostra um Silverchair muito mais maduro e decidido.

Parece que Daniel Johns superou sua doença. Com isso, suas composições deixaram aquele tema melancólico de lado, dando lugar a um novo Silverchair.

Vale a pena conferir, a banda está melhor do que nunca.

Abraços a todos

Diorama (2002)
http://rapidshare.com/files/9658242/Silverchair_-_Diorama-roulette.rar
Young Modern (2007)
http://www.badongo.com/file/4362193

‘The Raconteurs’ lança o excelente disco ‘Consolers of the Lonely’

Uma mistura de Blues, rock n’ roll com cheiro de mofo, country, uma certa melancolia e excelentes arranjos o The Raconteurs está de volta. Melhor ainda.

Superar o álbum de lançamento é um desafio para a maioria das bandas, mas me parece que não foi para esse grupo americano. O disco Consolers of the Lonely ficou excelente. O estilo único de Jack White, está mais presente do que nunca. O instrumental do disco faz uma fusão de estilos musicais americanos, e isso soa com uma naturalidade impressionante. É possível perceber nitidamente a influência de bandas de rock dos anos 60 e 70, como Led Zeppelin, do country (o violão folk, está presente em algumas músicas) com arranjos típicos do estlio e R&B.

O disco, com certeza será um marco na carreira do The Raconteurs. Me parece que eles conseguirar fazer o que pretediam desde o começo, e nesse álbum fizeram muito bem feito.

Escutem The Raconteurs.

Abraços.

O mito da morte de Paul Mccartney

Aproveitando o post abaixo, neste link encontra-se fatos sobre a suposta morte de Paul Mccartney. É apenas uma curiosidade, o texto está bem escrito, e foram colocadas diversas “pistas”.
Vale a pena conferir!
http://whiplash.net/materias/especial/000101-beatles.html

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A velhice e os grandes heróis da música

Paul Mccartney, com bem vividos 65 anos, lançou um álbum espetacular, o Memory Almost Full.

A verdade é que a maioria dos grandes astros da música, dificilmente conseguem superar as criativas composições da sua juventude. Isso acontece não só por estarem em uma idade avançada, mas também pelo o alto consumo de drogas, pelo convívio com diversos outros músicos e etc.
Mccartney, na minha opinião, não superou suas excelentes composições criadas na época de Beatles, porém o cavaleiro da rainha inglesa, voltou a forma. Lançou um cd com ótimas músicas. Penso eu, que a sua idade contribuiu com seu amadurecimento como músico (no Memory Almost Full, todos os intrumentos foram gravados por Paul), e demonstra a junventude que existe dentro desse senhor.
Os Rolling Stones, continuam a tocar as mesmas músicas (Satisfaction, por exemplo), com os ridículos rebolados de Jagger, um senhor de 65 anos. Mas isso não diz que essa banda não amadureceu, e que se transformaram em adolescentes em corpo de senhores. Pelo contrário, os Rolling Stones lançaram um disco extremamente conceituado pela crítica e pelos ingleses, o A Bigger Bang.
Atualmente, podemos perceber que os idosos do rock, estão produzindo excelentes álbuns. Bons exemplos, Bob Dylan com Modern Times e Robert Plant com Raisin Sand. Portanto, pode-se concluir que os Deuses do Rock ainda estão ativos, provando que a terceira idade não é uma época da vida improdutiva ou de pouca criatividade.

Eles é que estão certos. Aproveitaram ao máximo a juventude e continuam tendo prazer em viver e em trabalhar.

Espero que, nos meus 64 anos, esteja não como na música dos Beatles (When I’m 64), ou jogando dama na praça sete, com um agasalho em pleno verão. Quero uma guitarra, um sítio, e muito Blues. Quero aprender a tocar gaita. Quero muita música, quero zonear com os meus netos, e quem sabe…voltar a ter uma banda! (Espero que a vontade de tocar volte e que fique para sempre…hehehhe)
Desejo o mesmo para os leitores desse blog.
Abraços a tds.

Secos e Molhados

Secos e Molhados - 1973

Por indicação de alguns amigos, essa semana escutei Secos e Mohados. A banda é excelente, muito boa mesmo.
Na verdade escutei apenas um disco, o primeiro deles (Secos e Molhados, 1973). Ele possui bastante MPB, toques de progressivo e outros estilos musicais. A mistura é incrível, e a capa do álbum também.
Segundo o Wikipedia,o álbum foi eleito em uma lista da versão brasilieira da revista Rolling Stone como o quinto melhor disco brasileiro de todos os tempos.
É isso ai, abraços a todos!

1. “Sangue Latino” (João Ricardo/Paulinho Mendonça) – 2:07
2. “O Vira” (J. Ricardo/Luli) – 2:12
3. “O Patrão Nosso de Cada Dia” (J. Ricardo) – 3:19
4. “Amor” (J. Ricardo/João Apolinário) – 2:14
5. “Primavera nos Dentes” (J. Ricardo/J. Apolinário) – 4:50
6. “Assim Assado” (J. Ricardo) – 2:58
7. “Mulher Barriguda” (J. Ricardo/Solano Trindade) – 2:35
8. “El Rey” (Gerson Conrad/J. Ricardo) – 0:58
9. “Rosa de Hiroshima” (G. Conrad/Vinicius de Moraes) – 2:00
10. “Prece Cósmica” (J. Ricardo/Cassiano Ricardo) – 1:57
11. “Rondó do Capitão” (J. Ricardo/Manuel Bandeira) – 1:01
12. “As Andorinhas” (João Ricardo/C. Ricardo) – 0:58
13. “Fala” (J. Ricardo/Luli) – 3:13

Polêmica – Led Zepellin vs. Yes

Há algum tempo atrás, estava eu conversando com um amigo meu por telefone, e entramos em uma discussão polêmica que eu gostaria de colocar em dabate nesse blog.

Avaliando os integrantes das banda Led Zeppelin e Yes, qual grupo possuí os melhores instrumentistas e incluindo nesse meio os vocalistas.

Como na época, estava escutando bastante Yes, eu defendi a maioria do integrantes dessa banda. Porém, hoje um pouco mais lúcido, penso que a disputa é bastante acirrada.

Irei começar o debate, (na minha opinião) não há dúvidas, o tecladista do Yes, Rick Wakeman, é muito melhor que o John Paul Jones. Fora a disputa de tecladista, a de baixista também, sem dúvida, prefiro o do Yes, Chris Squire. Na minha opinião Jones é o ponto mais fraco do Led.

A partir de agora a disputa aperta. Escolher o melhor guitarrista é muito difícil, Steve Howe e Jimi Page ‘humilham’ na guitarra. Destacando suas qualidades, Howe toca violão clássico muito bem, e consegue incorporar isso em muitas músicas, além disso é de grande virtuosismo na guitarra. Considerado, assim como Page, um dos melhores guitarristas do mundo. Já Page, é muito ‘rock n’ roll’, suas composições junto com Plant são excelentes, e ele consegue tocar estilos variados sem grandes dificuldades. Não irei opinar sobre quem é melhor, porque esta disputa é muito quente, não quero defender ninguém.

Em termos de vocais, acho que Robert Plant é um pouco melhor que Anderson. Mas falar isso me dá um grande aperto no coração, então irei prosseguir com uma certa pressa (hahahha). Na bateria, a disputa também é muito ‘quente’. Boham é muito agressivo, estiloso, habilidoso, técnico, talvez um baterista ideal. Do outro lado, temos Brufford (da primeira formação, na minha opinião, o melhor que passou pelo Yes) que mistura Rock e Jazz com um extrema facilidade. Suas linhas de bateria são incrivelmente variadas e bem boladas. Porém em termos de ‘melhor’ instrumentista, acho que o trófeu fica com Bohan do Led, é claro que foi por muito pouco.

Como eu sou um grande fã das duas bandas, deu empate. hahahha. Nada melhor que um empate.

Para conferir algumas avaliações indico o site ‘digitaldreamdoor.com’ que é responsável por fazer alguns ranking’s em termos de música, segue abaixo alguns links do site:

http://digitaldreamdoor.com/pages/best_newguitar.html (melhores guitarristas do mundo do rock)

http://digitaldreamdoor.com/pages/best_keyboard.html (melhores tecladistas do rock)

http://digitaldreamdoor.com/pages/best_vocalists.html (melhores vocalistas masculinos)

http://digitaldreamdoor.com/pages/best_drummers.html (melhores bateristas)

http://digitaldreamdoor.com/pages/best_bassguitar.html (melhores baixistas)

A disputa de Yes vs. Led, de acordo com o site, ficou 2×3 para o Led. Eleitos do Yes (Rick Wakeman, Chris Squire) e do Led (Robert Plant, Boham, Page).

É, talvez o meu amigo estava certo, quando defendeu o Led Zep. Abraços para ele.