Floyd sem Waters?

Eu nunca havia escutado The Division Bell, do Pink Floyd, até dar este Cd de presente pro Preto meu amigo. Só depois é que fui conhecê-lo e saber de algumas coisas bem interessantes.

Em primeiro lugar, este é um álbum que não conta com a presença de Roger Waters, o baixista, poeta e mentor do grupo. Roger não participa de absolutamente nada, nem da composição e nem da execução das músicas. Muito pelo contrário. Waters, ao ser indagado na época de lançamento do disco, em 1994, disse que este era simplesmente horrível, e que aquilo não era o verdadeiro Pink Floyd. Todos nós sabemos que a história do relacionamento da banda é bem conturbada, o que leva a concluir que Roger na verdade estava se roendo de ciúmes (eu pelo menos acho isso!).

As composições ficaram a cargo de David Gilmour, majoritariamente, com participação efetiva de Richard Wright. Outra contribuição importante foi a de Polly Samson, jornalista e esposa de David. E foi de David que surgiu o conceito para o álbum, peça sempre presente na obra do Floyd. Desta vez o tema seria a falta de comunicação entre as pessoas, por diversos motivos. Motivos estes conhecidos na Comunicação Social como ruídos, não possibilitando um feedback ao emissor. Deixando o surto de comunicólogo de lado, David quis mostrar como pode ser o comportamento humano sem a comunicação, levando à introspecção e ao isolamento.

Pesquisando por aí, descobri que o nome Division Bell é referente à um sino que existe no parlamento inglês, e que quando as discussões ficam muito calorosas, a ponto de ninguém se ouvir, este sino é tocado para pedir silêncio. Assim os debates são retomados e o processo comunicacional reestabelecido.

Mas voltando à música, minhas favoritas são What do You Want From Me, com aquele solo de guitarra característico de Gilmour e Poles Apart, que é mais leve e tem uma viagem tecladística de Rick Wright com efeitos estilo ‘carrosel de parque’. Destaque ainda para Wearing the Inside Out, Take it Back, Coming Back to Life e High Hopes, que foi a primeira a ser composta e a última a ser gravada, lembrando a banda em seus anos de ouro. Só nessas indicações falei quase o cd inteiro. hehehe

Na imprensa do mundo, The Division Bell não foi bem visto, considerado um disco chato de se ouvir, além de ser taxado como comercial, pop e etc. Em primeiro lugar, é ÓBVIO que a ausência de Roger Waters não passaria despercebida, e em segundo, David Gilmour, definitivamente, é um músico que não precisa provar nada a ninguém. Ele pode fazer o que quiser! Se as músicas soam pops ou diferentes do Pink Floyd antigo, acredito eu, que isto se deve a fatores como os que eu citei acima e vários outros, que a banda sabe melhor do que ninguém.

Ouçam de peito aberto e tirem a conclusão por vocês mesmos! Eu adoro este CD.

Abraços! Edgard.

6 Respostas to “Floyd sem Waters?”

  1. Cidão Says:

    fiiii…eu acho esse cd mto louco…
    What do you want from me é indecente assim como high hopes, take it bake e poles apart…
    Grado demais do David Gilmour…
    Mas Pink Floyd é melhor com David Gilmour e o Rogério

  2. PG Says:

    não entendo a fundo de música, quando ouço agrada ou não, sem muito “porques”. Pink Floyd pode ter na opinião de alguns, albuns melhores e albuns piores, mas são todos fantásticos.

  3. Júlia Guedes Says:

    Como todas as indicações do Edgard, essa deve ser mais uma top de linha!!! Vou ouvir sim e depois comento aqui o que achei!! Parabens pelos artigos, todos muito bem escritos e com bastante conteúdo.

  4. Preto Says:

    vei.. esse cd pra mim é um dos mai doido…. num chega nem perto do dark side ou do pulse.. mas é bom demais!!! cidão salientou bem… que what do you want for me é ducarai… naturalmente venho agradecer a bela foto, que de forma alguma deixa de condizer com minha exuberante beleza natural… tiririca é u mestre.. meu mojo eu robei foi dele… e u resto da história ces ja cunhecem. ahuauau
    abração do pedrão

  5. Paulo Waters Says:

    Cara fala de pink floyd e foda ! e a melhor banda de rock de todos os tempo > tds o seus album sao fora da media + fala do album Devision bell e brincadeira e bom pra karalho e uma viajam sem fim . e mil viva Devisin bell


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